Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de
forma que possa conduzir o aluno a:
Conscientizar de
que as cartas (epistolas) contem ensinos práticos, ou seja, para que vivamos em
nosso cotidiano. E que a formula de nosso sucesso espiritual e material está no
“caminho mais excelente” (1 Co 12:31) – o amor.
Para refletir
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o
amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém.” (2 Co 13:13 -
ARC)
O anúncio maravilhoso da graça de
Deus, que erradica a culpa, vai de encontro à intuição que todo homem tem: que
um preço deve ser pago.
A graça é a resposta que vem, é a
mensagem suprema da Bíblia, sua suprema revelação; é Deus mesmo quem paga, Deus
mesmo pagou o preço de uma vez por todas, o preço mais caro que ele poderia
pagar: a sua própria morte, em Jesus Cristo, na cruz.
Ao aceitarmos esse sacrifício estamos
livres da culpa, porque Deus pagou o preço. Jesus Cristo veio "para
salvar o que estava perdido" (Mt 18:11). Aquele que "sempre
teve a mesma natureza de Deus... se tornou semelhante ao homem, e apareceu na
semelhança humana. Ele se rebaixou, andando nos caminhos da obediência até a
morte - e morte na cruz (Fp 2:6-8).
O profeta Isaías já havia vislumbrado
este mistério (Is 53:2-5): "Porque foi subindo como um renovo
perante ele, e como raiz duma terra seca; não tinha aparência nem formosura;
olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Era desprezado, e o
mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e
como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos
caso. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores
levou sobre si; e nós o reputávamos por ferido de Deus, e oprimido. “Mas ele
foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o
castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos
sarados”.
Isso é viver na Graça do Senhor Jesus
Cristo, no centro do amor de Deus e na comunhão co Espírito Santo.
Texto Bíblico: 2 Co 12.1-10.
Introdução
Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto
por volta de 50-51 d.C, quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem
missionária (At 17.1-17). Ele continuou a levar a correspondência adiante e a
cuidar da igreja depois de sua partida (5.9; 2 Co 12.14). Durante esse
ministério de três anos em Éfeso, em sua terceira viagem missionária (At 19),
ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre
os crentes de Corinto. Para remediar a situação, ele enviou uma carta à igreja
(5.9-11), que depois se perdeu. Pouco depois, uma delegação enviada por Cloe,
membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência das
facções divisórias na igreja. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva,
chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas
(7.1; 16.17). Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4.17). Então, ele
escreveu a carta que conhecemos como 1 Corintio, esperando que a mesma chegasse
a Corinto antes de Timóteo (16.10). Visto que Paulo, aparentemente, escreveu a
carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.8) ela pode ser datada
cerca de 56 d.C.
2 Corintio reflete, de várias
maneiras, o tratamento de Paulo com a Igreja de Corinto durante o período da
fundação, por volta de 50 d.C., até a redação desta epístola, em 55 ou 56 d.C.
Os vários episódios na interação entre Paulo e os coríntios podem ser resumidos
conforme a seguir:
·
A visita de Fundação a Corinto durou
cerca de dezoito meses. At 18.
·
Paulo escreveu um epístola anterior a 1Corintio . (1 Co 5.9)
·
Paulo escreveu 1 Corintios em Éfeso por volta de 55 d.C.
·
Uma breve porém dolorosa visita a Corinto causou “tristeza” a Paulo e à
igreja (2 Co 2.1; 13.2)
·
Depois dessa dolorosa visita, Paulo escreveu um epístola severa,
entregue por Tito (2 Co 2.4; 7.6-8)
·
Paulo escreveu 2 Corintios da Macedônia, durante seu caminho de volta a
Corinto, em 55 ou 56 d.C.
·
A visita final de Paulo a Corinto (At 20), provavelmente, tenha ocorrido
quando ele escreveu Romanos, pouco antes de voltar a Jerusalém. A visita
dolorosa, que Atos não registra, e a carta severa fornecem pano de fundo
imediato para a redação de 2 Corintio.
Criados para obedecer
“Por isso, rejeitando toda a
imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós
enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra, e
não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.”(Tg. 1:21;22).
A Palavra de Deus guardada em nossos
corações é poderosa para nos ajudar na luta contra o pecado.
“Escondi a tua palavra no meu
coração, para não pecar contra ti”.(Sl 119:11)
A maioria dos cristãos não se dá
conta de que a Palavra de Deus em si mesma pode restaurar o homem pecador.
Tiago exorta que esta Palavra é poderosa salvar as nossas almas. Claro que o
mérito da salvação é de Cristo, mas a Palavra de Deus é quem conduz o homem ao
conhecimento das verdades divinas.
Por ela, a Palavra de Deus somos
guiados, por ela seremos julgados.
Obedecê-la é tornar-se sábio.
Nossa Leve e momentânea tribulação
"Porque a nossa leve e
momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente”. (2 Co. 4.17)
Ninguém se lembraria de caracterizar
a tribulação como “leve e momentânea”!
Quase de certeza que, se
participássemos de um brainstorming sobre tribulação, surgiriam termos como
“problemas”, “dificuldades”, “provações”, etc., mas nunca “leve e momentânea”.
Mas é exatamente assim que Deus quer
que aprendamos a obedece-Lo.
Deus consegue dar uma conotação
positiva aquilo que nós encaramos como decididamente negativo.
"Todas as coisas concorrem para
o bem daqueles que amam a Deus"(Rm 8.28).
Há sempre a outra face da moeda. Para
Deus não há impossíveis e toda a situação pode deixar de ser uma perda, para se
transformar numa oportunidade. Por pior que seja o nosso presente, daí podemos
sempre partir para algo melhor.
A Bíblia nos garante, as Tribulações
resultam para nós na eternidade em um peso de glória excelente.
As aflições de Paulo
“E quero, irmãos, que saibais que as
coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho.”(Fp. 4:12)
A humildade de Paulo fica manifesta
no presente texto ao se referir aos problemas graves que enfrentou de forma
genérica e superficial - as coisas pelas quais passei. Um olhar desatento pode
imaginar que os problemas e aflições de Paulo sejam insignificantes.
Entretanto, é importante lembrar que
as dificuldades vividas pelo apóstolo foram intensas e graves, representando
sério risco de morte e destruição do ponto de vista humano.
Sofreu falsas acusações (At.
21.26-28), quase foi linchado, ficou preso, esperou muito tempo até que seu
caso pudesse ser examinado, foi injustamente provocado e insultado (At.24), foi
marcado para morrer (At. 23.12), foi mantido preso para dar popularidade ao
governante de plantão (At. 24:27), antes do naufrágio, os soldados resolveram
matá-lo (At. 27.42), sobreviveu a um naufrágio, foi picado por uma cobra (At.
28.1-6).
Ter problemas, entretanto, não é a
questão mais importante. Talvez por isso Paulo tenha resumido suas dificuldades
com a expressão "as coisas que me aconteceram". O
diferencial é que atitude tomar diante dos problemas. Paulo optou por
reconhecer a soberania de Deus sobre todas as situações
vividas e colocou seu sofrimento dentro de uma perspectiva correta.
Para ele, o importante é que as
dificuldades contribuíram para o progresso do evangelho.
Em vez de se lamuriar, de murmurar ou
praguejar, Paulo se alegra ao perceber que é instrumento divino no crescimento
do evangelho, usado segundo o propósito e forma escolhida por Deus. Não passa
por dificuldades por acaso (ou descaso de Deus), mas percebe que se enquadra em
um plano maior e perfeito.
No chamado de Paulo, Deus diz que o
usará para falar a gentios e aos reis. Percebe-se, vários anos depois, que a
oportunidade de falar aos reis vem de um modo não convencional - Paulo tem
acesso à guarda pretoriana e ao rei na condição de preso! Estar preso não é
honroso para ninguém, muito menos para um apóstolo. Mas o testemunho firme de
Paulo contribui para dar consistência ao evangelho pregado
Pregar a Cristo com humildade e
espírito de serviço, como Paulo o faz, deve ser o paradigma a ser seguido.
A graça de Deus basta
“Dar-vos-ei coração novo, e porei
dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei
coração de carne. Porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos
meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”. (Ez 36.26-27)
“Pois se eu vier a gloriar-me não
serei néscio, porque direi a verdade: mas abstenho-me para que ninguém se
preocupe comigo mais do que em mim vê ou de mim ouve. E, para que não me
ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne,
mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por
causa disto três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então ele me
disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa
vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o
poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas
necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando
sou fraco, então é que sou forte.”(2 Co 12.6-10)
A passagem de Ezequiel 36 é sobre a
relação de Deus com o povo de Israel. O povo de Israel teve momentos de
rebelião contra Deus e agora se encontrava em exílio, passando por sofrimentos
sem conta. Através do profeta Ezequiel, Deus toma a iniciativa de mudar a
situação, tirando o coração recalcitrante do povo de Israel e colocando em seu
lugar um coração transformado, propenso a cooperar com Deus. Na Bíblia, a
palavra “carne” é usada para designar fraqueza, em oposição a força. Já neste
texto, ela é usada para fazer contraste com pedra dura, fria. Ou seja, Deus
promete remover a frieza de coração do povo de Israel e sustituí-lo por um
coração maleável, disposto a aprender e praticar a vontade de Deus. Deus fará
isso dando o seu Espírito ao povo.
O texto de 2 Coríntios 12.6-10 é uma
forma de cumprimento da passagem de Ezequiel na vida de Paulo. O apóstolo nos
fala de como Deus o humilhou pondo-lhe um espinho na carne, e isso depois que
ele teve profundas experiências espirituais com Deus. Essas experiências deram
força a Paulo, e mais autoridade para se afirmar como apóstolo de Cristo. Deus,
porém, quis manter sob controle essa força e autoridade, a fim de que Paulo
permanecesse sempre na dependência de Deus. E Deus continuou orientando Paulo
sobre como fazer uso do seu poder. O espinho na carne era a maneira de forçar
Paulo a se concentrar, não naquilo que ele, como pessoa, podia realizar, mas
sim naquilo que Cristo, através de Paulo, queira realizar
Conclusão
Em 2 Coríntios 12.10, Paulo
diz: "quando sou fraco, então é que sou forte". Trata-se,
aí, de mera acomodação frente a uma realidade desagradável, ou, antes, com essa
afirmação, Paulo proclama uma verdade profunda? Pense em algumas palavras que
normalmente designam "força". Essas palavras são
adequadas, à luz da afirmação de Paulo? Que, de fato, pedimos em nossas orações
quando oramos para que a igreja seja forte? Pense em exemplos em que a igreja
se mostra forte na fraqueza. Que significa que a graça de Deus seja suficiente
para nós?
Tenho certeza que ao ponderar acerca
destas coisas o Espírito Santo te guiará para que a vontade de Deus seja o
centro de sua existência e assim será mais “mais que vencedor” em tudo o que
fizerdes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário